quinta-feira, agosto 25, 2005

Não há lua como a nossa


Não há madrugada insegura
ou geada realizada,
quando se mete no caminho
póstuo
da nossa antiga morada.
De portas agora fechadas,
em teias se lamenta,
de um corpo deixado
para outras imensas
pertenças.
Sobre o rio me encontraram,
olhando o vazio deixado...
Em tua cama me deitaram
não percebendo
o verdadeiro culpado.
No teu carinho senti raiva
perdendo-me no teu suspiro
e nesta casa fiquei
na noite de lua
te reencontrei...

Não há hipóteses de fuga
desta vez não serei presa,
e aguardo-te ao teu lado
quando a morte
tiver a certeza.
Não há destino que fuja
o que reservei para ti,
se na vida me partiste
na morte
terei mais do que perdi.

Agora dorme, por enquanto
eu afago-te os cobertores.
Não há lua como a nossa
para reunir
dois antigos amores.

Nuno Cargaleiro @ 4:02 p.m.


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